Logotipo Minasonline
Você está em: Banco de Notícias Notícias em Destaque RMBH surpreende e mantém queda da taxa de desemprego em janeiro

RMBH surpreende e mantém queda da taxa de desemprego em janeiro

E-mail Imprimir PDF

 

Em janeiro de 2010 a taxa de desemprego total na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) registrou redução de 9,8% para 9,6% da População Economicamente Ativa (PEA) em relação a dezembro de 2009. O número supera expectativas, considerando que o mês de janeiro geralmente é um período de retração, mas explica-se pelo recente histórico de crescimento nos setores de comércio e serviços. A RMBH também voltou a apresentar a menor taxa de desemprego entre as seis Regiões Metropolitanas pesquisadas (Recife – 17,9%; Salvador – 17,7%; Distrito Federal – 14,7%; São Paulo – 11,8%; e Porto Alegre – 9,7%).

Os dados foram apresentados na manhã desta quarta-feira, 24, e são parte da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada mensalmente pela Fundação João Pinheiro, Dieese, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese-MG) e Fundação Seade.

No primeiro mês de 2010 o desemprego aberto na RMBH cresceu para 7,8% e o desemprego oculto diminuiu para 1,8%. A PEA apresentou relativa estabilidade, com diminuição de 2 mil pessoas, enquanto o número de ocupados cresceu em 3 mil pessoas. Essas variações reduziram o contigente de desempregados em 5 mil pessoas.

De acordo com o coordenador da PED pelo Dieese, Mário Rodarte, a retração das ocupações é normal nos três primeiros meses do ano. “No primeiro semestre, em alguns casos, o efeito do declínio das ocupações sobre a taxa de desemprego é compensado pela saída de pessoas do mercado de trabalho, mas, em geral, o fenômeno que predomina é a elevação do desemprego e, no segundo semestre, a situação se reverte” explicou. “O que surpreende em relação à RMBH neste mês de janeiro é o fato de termos diminuído a taxa de desemprego, e não o contrário, como poderia se esperar”, completou.

Setores - Comparando janeiro de 2010 com dezembro de 2009, a geração de empregos mais expressiva ficou por conta do setor de serviços, com a criação 4 mil postos de trabalho, seguido pelo comércio, com 3 mil novas ocupações, pelo agregado “Outros setores”, que gerou 2 mil vagas, e pela indústria, com 1 mil novas vagas. Apenas o setor de construção civil apresentou retração de 7 mil postos.

Entre janeiro de 2010 e janeiro de 2009 o nível ocupacional aumentou 2,4%. O setor de serviços gerou 63 mil postos de trabalho e a construção civil 13 mil. Já a indústria apresentou retração, com perda de 15 mil postos, o setor de comércio perdeu 6 mil e o agregado “outros setores”  teve 1 mil postos de trabalho a menos.

Neste mesmo período, o setor privado gerou 27 mil empregos com carteira assinada e apresentou redução de 2 mil empregos sem carteira. A ocupação no setor público teve acréscimo de 19 mil empregos e nas “demais posições” o aumento foi de 16 mil ocupações. Houve perda de 6 mil postos de trabalho entre os autônomos e o emprego doméstico apresentou acréscimo de 1 mil postos.

Rendimentos - O rendimento real médio dos ocupados foi estimado em R$ 1.265 em dezembro, com uma redução de 0,3% em relação a novembro. O salário real médio diminuiu em 1,0% em relação ao mês de novembro e o rendimento dos autônomos diminuiu 1,0%, sendo estimado em R$ 1.051. No setor privado a redução foi de 3,6% no salário médio da indústria e de 1,4% no setor de serviços.

Emprego e salário mínimo - Mário Rodarte explicou que o novo salário mínimo em vigor a partir de janeiro de 2010, com valor de R$ 510,00, resulta no crescimento do poder aquisitivo dos menores salários, em especial no setor formal, mas tem efeito ambíguo na criação ou corte de postos de trabalho. “Por um lado, a majoração dos salários causa um encarecimento dos custos de produção e, assim, alguns segmentos produtivos, tais como as pequenas empresas e algumas prefeituras, podem ter dificuldades em arcar com o ônus e demitir ou deixar de contratar mais assalariados. Porém, o mesmo crescimento da renda pode aquecer a economia, aumentar o consumo e incentivar novas contratações”, concluiu.

TABELA A - ESTIMATIVAS DO NÚMERO DE PESSOAS DE DEZ ANOS E MAIS, SEGUNDO CONDIÇÃO DE ATIVIDADE, TAXAS DE DESEMPREGO E DE PARTICIPAÇÃO

REGIÃO METROPOLITANA DE BELO HORIZONTE

JANEIRO - DEZEMBRO: 2009 / JANEIRO: 2010

CONDIÇÃO DE ATIVIDADE

ESTIMATIVAS (EM MIL PESSOAS)

VARIAÇÕES

ABSOLUTA

RELATIVA (%)

janeiro-09

dezembro-09

janeiro-10

jan-10/

jan-10/

jan-10/

jan-10/

dez-09

jan-09

dez-09

jan-09

População em idade ativa

4.149

4.205

4.209

4

60

0,1

1,4

População economicamente ativa

2.456

2.540

2.538

-2

82

-0,1

3,3

Ocupados

2.240

2.291

2.294

3

54

0,1

2,4

Desempregados

216

249

244

-5

28

-2,0

13,0

Em desemprego aberto

169

193

198

5

29

2,6

17,2

Em desemprego oculto pelo trabalho precário

22

28

23

-5

1

-17,9

4,5

Em desemprego oculto pelo desalento

25

28

23

-5

-2

-17,9

-8,0

Inativos com 10 anos e  mais

1.693

1.665

1.671

6

-22

0,4

-1,3

Taxas (%)

Desemprego total

8,8

9,8

9,6

-0,2

0,8

-2,0

9,1

Participação (PEA/PIA)

59,2

60,4

60,3

-0,1

1,1

-0,2

1,9

Fonte: Fundação João Pinheiro (FJP), Centro de Estatística e Informações (CEI), Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Belo Horizonte (PED/RMBH). Convênio FJP/Dieese/Seade/Sedese-MG.

Nota: Projeções populacionais atualizadas. Ver Notas Metodológicas na página 6.

 

 

Assessoria de Comunicação / Fundação João Pinheiro

Irene Felipe - (31) 3448-9516 / 9580

Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. / www.fjp.mg.gov.br

Agência Minas e Blog, acesse para mais notícias do Governo de Minas Gerais.

Acesse a Galeria de Fotos do Governo de Minas Gerais

Acompanhe também no www.youtube.com/governodeminasgerais

 

Menu Principal

Inicial
Institucional
Serviços
Progr. e Ações de Governo
Biblioteca
Editais
Banco de Notícias
Links
 
 

Menu Restrito

Webmail
Pregão Eletrônico
 
 


FJP

Alameda das Acácias, 70 - São Luiz - Belo Horizonte/MG

Todos os direitos reservados. Aspectos legais e responsabilidades