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RMBH tem menor taxa de desemprego em oito meses

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RMBH TEM MENOR TAXA DE DESEMPREGO EM OITO MESES

 

Entre setembro e outubro de 2009 a taxa de desemprego total na Região Metropolitana de Belo Horizonte caiu de 10,4% para 10% da População Economicamente Ativa (PEA), menor número dos últimos oito meses. Dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada mensalmente pela Fundação João Pinheiro, Dieese, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social - Sedese e Fundação Seade, mostram que houve aumento de 12 mil ocupações no período e que a taxa de desemprego aberto teve uma pequena queda de 7,8% para 7,5%. A taxa de desemprego oculto também apresentou sensível variação, caindo de 2,6% para 2,5% da PEA. As informações foram divulgadas na manhã desta quarta-feira, 25, em entrevista coletiva realizada na Sedese.

Em comparação a setembro, o mês de outubro apresentou 0,5% de aumento no número de ocupados. O setor de Serviços foi o recordista, com a geração de 23 mil novas ocupações, seguido pela Indústria, com 2 mil novas vagas e Construção Civil, com a criação de 1 mil empregos. Comércio e o agregado “Outros setores” sofreram retração de 5 mil e 9 mil postos de trabalho, respectivamente. “O número de vagas criadas foi mais que suficiente para agregar a nova força de trabalho que chegou ao mercado de trabalho”, afirmou o coordenador do estudo pelo Dieese, Mário Rodarte.

Neste mesmo período, houve aumento de 12 mil ocupações com carteira assinada no setor privado e 12 mil postos entre aqueles sem registro em carteira. O setor público apresentou acréscimo de 13 mil empregos, enquanto o setor autônomo retraiu em 16 mil ocupações, o “Emprego Doméstico” perdeu 6 mil vagas e o agregado “Demais posições” apresentou retração de 3 mil postos de trabalho.

“A RMBH continua apresentando os melhores números entre as regiões pesquisadas”, afirmou o subsecretário de Trabalho, Emprego e Renda da Sedese, Fernando Sette, referindo-se às regiões metropolitanas de São Paulo, Salvador, Distrito Federal, Porto Alegre e Recife.

TABELA A - ESTIMATIVAS DO NÚMERO DE PESSOAS DE DEZ ANOS E MAIS, SEGUNDO CONDIÇÃO DE ATIVIDADE, TAXAS DE DESEMPREGO E DE PARTICIPAÇÃO

REGIÃO METROPOLITANA DE BELO HORIZONTE

OUTUBRO: 2008 / SETEMBRO-OUTUBRO: 2009

CONDIÇÃO DE ATIVIDADE

ESTIMATIVAS (EM MIL PESSOAS)

VARIAÇÕES

ABSOLUTA

RELATIVA (%)

outubro-08

setembro-09

outubro-09

out-09/

out-09/

out-09/

out-09/

set-09

out-08

set-09

out-08

População em idade ativa

4.133

4.190

4.195

5

62

0,1

1,5

População economicamente ativa

2.517

2.522

2.525

3

8

0,1

0,3

Ocupados

2.290

2.260

2.272

12

-18

0,5

-0,8

Desempregados

227

262

253

-9

26

-3,4

11,5

Em desemprego aberto

169

197

189

-8

20

-4,1

11,8

Em desemprego oculto pelo trabalho precário

25

33

35

2

10

6,1

40,0

Em desemprego oculto pelo desalento

33

32

29

-3

-4

-9,4

-12,1

Inativos com 10 anos e mais

1.616

1.668

1.670

2

54

0,1

3,3

Taxas (%)

Desemprego

total

9,0

10,4

10,0

-0,4

1,0

-3,8

11,1

Participação (PEA/PIA)

60,9

60,2

60,2

0,0

-0,7

0,0

-1,1

Fonte: Fundação João Pinheiro (FJP), Centro de Estatística e Informações (CEI), Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Belo Horizonte (PED/RMBH). Convênio FJP/Dieese/Seade/Sedese-MG


Variações em um ano

Ampliando a comparação para os últimos 12 meses, o nível ocupacional sofreu redução de 0,8%. No período, o setor de Serviços gerou 65 mil vagas e a construção civil 15 mil, enquanto Indústria e Comércio perderam 50 mil e 24 mil postos, respectivamente, e o agregado “Outros setores” apresentou retração de 24 mil ocupações.

Na comparação entre outubro de 2009 e outubro de 2008, o setor privado perdeu 2 mil empregos com carteira assinada e aumentou em 3 mil as ocupações sem carteira assinada. O agregado “Demais posições” teve aumento de 13 mil empregos e o setor público apresentou crescimento de 6 mil ocupações. No caminho contrário, o Emprego Doméstico teve perda de 17 mil vagas e, entre os autônomos, a retração foi de 22 mil postos de trabalho.

Tempo de procura e rendimentos

Neste período de 12 meses, o tempo médio de procura por uma ocupação aumentou de 43 para 44 semanas. Em setembro de 2009, o rendimento real médio dos ocupados foi estimado em R$ 1.253, com variação de 2,5% em relação ao mês anterior, e o salário real médio aumentou em 1,2%, passando para R$1.258. “O principal é que a taxa de desemprego caiu na RMBH, colocamos mais jovens no mercado de trabalho e aumentamos o rendimento real médio dos assalariados”, observou Sette.

 

Também em relação a agosto de 2009, o rendimento dos autônomos subiu 6,6%, sendo calculado em R$ 1.031. No setor privado, houve majoração de 4,8% no salário médio da indústria e de 6,7% no setor de comércio, enquanto o setor de serviços apresentou retração de 1,8%.

 

Comparando os meses de setembro de 2008 e 2009, o rendimento real médio dos ocupados elevou-se em 5,9% e passou de R$ 1.184 para R$ 1.253 e o salário real médio cresceu 4,8% e passou de R$ 1.200 para R$ 1.258. No setor privado, o salário médio subiu 4,0% devido, principalmente, ao aumento de 19,0% na indústria e de 5,6% no comércio. Entre os assalariados com carteira assinada houve aumento de 3,9% e entre os sem registro em carteira, de 5,5% e entre os autônomos, o rendimento médio elevou-se em 5,7%.


Assessoria de Comunicação | Fundação João Pinheiro

Olívia Bittencourt - (31) 3448-9580

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