A taxa de desemprego total na Região Metropolitana de Belo Horizonte no mês de setembro foi de 10,4% da População Economicamente Ativa (PEA), menor número nos últimos seis meses. A informação é da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED-RMBH), realizada mensalmente em parceria pela Fundação João Pinheiro (FJP), Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Fundação Seade, e foi divulgada nesta quarta-feira, 28, em entrevista coletiva realizada na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese).
Entre agosto e setembro houve aumento de 19 mil postos de trabalho na RMBH, resultando na saída de 12 mil indivíduos do contingente de desempregados. O desemprego aberto retraiu-se de 8,1% para 7,8% e a taxa de desemprego oculto passou de 2,8% para 2,6% da PEA.
Para o coordenador da PED pela Fundação João Pinheiro, Plínio Campos Souza, a expectativa também é positiva. “Ficamos muito apreensivos com a crise mundial, mas o mercado interno deu uma boa resposta. A tendência agora é que o mês de outubro tenha uma taxa menor de desemprego na RMBH, talvez até abaixo dos 10%”, explicou.
Comparando a atual taxa a setembro de 2008, houve redução de 1,1% no nível ocupacional, principalmente nos setores de indústria e serviços. Neste mesmo período, o tempo médio de procura por trabalho passou de 44 semanas (2008) para 45 semanas (2009).
Por outro lado, em relação a agosto de 2009, houve crescimento no número de postos de trabalho, com 22 mil novas vagas no setor de serviços, 9 mil novas ocupações registradas no comércio, 4 mil na construção civil e 2 mil no agregado “outros setores de atividade”. No caminho contrário em relação a agosto de 2009, o mês de setembro apresentou retração de 18 mil postos de trabalho na indústria.
No confronto entre os dados de agosto e setembro de 2009, houve aumento de 11 mil vagas entre os assalariados com carteira assinada no setor privado, enquanto para trabalhadores sem carteira assinada houve incremento de 4 mil postos e, para os autônomos, acréscimo de 8 mil ocupações. O setor público apresentou elevação de 7 mil ocupações. Já para os empregados domésticos houve queda de mil ocupações e para as “demais formas de inserção” a redução foi de 10 mil vagas.
Rendimentos - Nos últimos 12 meses, a massa de rendimentos dos ocupados cresceu 1,1% e a massa de salários manteve-se praticamente estável (0,1%). No primeiro caso, o aumento do rendimento médio mais do que compensou o decréscimo do nível de ocupação, enquanto na massa de salários, a redução do nível de emprego aconteceu na mesma proporção do que o aumento do salário médio.
Entre agosto de 2008 e agosto de 2009, o rendimento real médio dos ocupados elevou-se em 3,2% e passou de R$ 1.185 para R$ 1.222. O salário real médio cresceu 2,9%, passando de R$ 1.207 para R$ 1.242. No setor privado, o salário médio subiu 1,1%, enquanto na indústria o aumento foi de 6,1%, nos serviços 3,0% e no setor de comércio houve redução de 1,7%. Entre os assalariados com carteira assinada, houve aumento de 0,8% no salário médio e, entre aqueles sem registro em carteira 3,9%. Entre os autônomos o rendimento médio elevou-se em 2,9%.
Olívia Bittencourt - (31) 3448-9580
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