Pesquisa de emprego e desemprego na região metropolitana de Belo Horizonte - 166º BOLETIM
TAXA DE DESEMPREGO DECRESCE NA RMBH NO MÊS DE SETEMBRO
Segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pela Fundação João Pinheiro, Dieese, Sedese-MG e Fundação Seade, a taxa de desemprego total diminuiu de 10,9% para 10,4% da População Economicamente Ativa (PEA), entre agosto e setembro. Houve aumento de 19 mil postos de trabalho, resultando na saída de 12 mil indivíduos do contingente de desempregados. O desemprego aberto retraiu-se de 8,1% para 7,8% e a taxa de desemprego oculto ficou passou de 2,8% para 2,6% da PEA.
OCUPAÇÃO - POR SETORES DE ATIVIDADE ECONÔMICA
(comparando setembro a agosto de 2009)
Houve crescimento dos postos de trabalho.
• O comércio registrou 9 mil novos postos de trabalho;
• A construção civil registrou a geração de 4 mil ocupações;
• Na indústria houve retração de 18 mil postos de trabalho;
• O agregado “outros setores de atividade” apresentou ampliação de 2 mil ocupações;
• No setor de serviços foram geradas 22 mil vagas.
(comparando setembro de 2009 a setembro de 2008)
No período, o nível ocupacional reduziu-se em 1,1%, com 26 mil ocupações a menos.
• A indústria apresentou retração, com perda de 49 mil postos de trabalho;
• No comércio, a perda foi de 16 mil postos no período;
• No agregado “outros setores de atividade” houve retração de 10 mil postos;
• No setor de serviços foram gerados 35 mil postos de trabalho;
• Na construção civil, houve incremento de 14 mil ocupados.
OCUPAÇÃO - POR FORMA DE INSERÇÃO
(comparando setembro a agosto de 2009)
• No setor privado houve incremento de 11 mil vagas entre os assalariados com carteira assinada e aumento de 4 mil sem registro em carteira;
• Para os autônomos, houve acréscimo de 8 mil ocupações;
• Entre os empregados domésticos houve decréscimo de 1 mil ocupações e “demais formas de inserção”, redução de10 mil ocupações.
• No setor público houve acréscimo de 7 mil ocupações.
(comparando setembro de 2009 a setembro de 2008)
• No setor privado houve perda de 30 mil empregos com carteira assinada e entre os assalariados sem carteira, 1 mil;
• No setor público a perda foi de 1 mil vagas;
• Entre os autônomos houve aumento de 2 mil ocupações;
• O agregado "demais formas de inserção" aumentou 7 mil postos de trabalho;
• O emprego doméstico retraiu em 2 mil vagas.
TEMPO DE PROCURA POR TRABALHO
• Entre setembro de 2008 e setembro de 2009, o tempo médio de procura por uma ocupação aumentou de 44 para 45 semanas.
RENDIMENTOS
(comparando agosto de 2009 a julho de 2009)
• Em agosto, o rendimento real médio dos ocupados ficou estável em R$ 1.222. O rendimento dos assalariados apresentou relativa estabilidade (0,2%) e foi estimado em R$ 1.242. O rendimento dos autônomos subiu 3,0% e foi calculado em R$ 966. Observou-se majoração de 4,4% no salário médio da indústria e de 1,5% no setor de comércio. No setor de serviços houve retração de 1,6% (tab. D e graf. 4 do anexo estatístico).
• Em agosto de 2009, a massa de rendimentos real dos ocupados cresceu 1,0% em relação a julho e a massa dos assalariados manteve-se praticamente estável (-0,2%).
(comparando agosto de 2009 a agosto de 2008)
• Entre agosto de 2008 e agosto de 2009, o rendimento real médio dos ocupados elevou-se em 3,2% e passou de R$ 1.185 para R$ 1.222. O salário real médio cresceu 2,9%, passando de R$ 1.207 para R$ 1.242. No setor privado, o salário médio subiu 1,1%. Na indústria o aumento foi de 6,1% e nos serviços 3,0%. No setor de comércio houve redução de 1,7%. Entre os assalariados com carteira assinada, houve aumento de 0,8% no salário médio e, entre aqueles sem registro em carteira 3,9%. Entre os autônomos o rendimento médio elevou-se em 2,9%.
• Nos últimos 12 meses, a massa de rendimentos dos ocupados cresceu 1,1% e a massa de salários manteve-se quase estável (0,1%). No primeiro caso, o aumento do rendimento médio mais do que compensou o decréscimo do nível de ocupação, enquanto na massa de salários, a redução do nível de emprego aconteceu praticamente na mesma proporção do que o aumento do salário médio.
Assessoria de Comunicação / Fundação João Pinheiro
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