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Mercado de trabalho na RMBH permanece estável em junho

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De acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira, 29, durante entrevista coletiva na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) , o mercado de trabalho na Região Metropolitana de Belo Horizonte permaneceu estável no mês de junho. As informações são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED-RMBH) , realizada mensalmente em parceria pela Fundação João Pinheiro (FJP), Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Fundação Seade.

A taxa de desemprego total na RMBH manteve-se em 11% da População Economicamente Ativa (PEA) entre maio e junho e o desemprego aberto retraiu de 8,9% para 8,5%. O desemprego oculto elevou-se de 2,1% para 2,5% da PEA.

Com estes 11%, Belo Horizonte registra a menor taxa de desemprego entre as seis regiões metropolitanas avaliadas: no Distrito Federal, o índice de desemprego caiu de 17,0% para 16,4%, em Porto Alegre, de 12,6% para 12%, no Recife a queda foi de 20,4% para 19,4%, em Salvador, de 21,6% para 21,3% e, em São Paulo, a retração foi de 14,8% para 14,2%.

A estabilidade na taxa da RMBH foi resultado da entrada de 1 mil pessoas no mercado de trabalho e da abertura do mesmo número de vagas. Tanto em maio, quanto em junho, o número de desempregados foi de 293 mil. Em junho, 15 mil novas vagas foram geradas no setor de serviços, que detém 57,1% dos trabalhadores na RMBH, e sete mil novas ocupações foram registradas na construção civil. Em contrapartida, houve retração de 14 mil postos no setor de comércio e de sete mil no agregado “outros setores de atividade”.

O rendimento real médio dos ocupados foi estimado em R$ 1.194 em maio, apresentando um acréscimo de 0,7% em relação ao mês anterior. “A RMBH foi a única das seis regiões metropolitanas pesquisadas que apresentou crescimento do rendimento médio dos ocupados”, explicou o secretário de Desenvolvimento Social de Minas Gerais, Agostinho Patrus.
 
Na avaliação coordenador técnico da PED-RMBH pela Fundação João Pinheiro, Plínio Campos Souza, os números divulgados apontando redução do desemprego metropolitano no Brasil são um indicativo de que o pior da crise financeira parece ter passado. “A expectativa é de que até o final do ano os números do mercado de trabalho venham a apresentar melhoras, o que de certa forma é um grande alento para os milhões de pessoas que se encontram na triste situação de desemprego”, afirmou.

1º semestre de 2009

Comparando as seis regiões metropolitanas pesquisadas no período de janeiro a junho de 2009 em relação a dezembro de 2008, a população economicamente ativa cresceu em 52 mil pessoas e houve redução de 386 mil postos de trabalho, sendo 49 mil na RMBH, quatro mil no Distrito Federal, 33 mil em Porto Alegre, 40 mil no Recife, 25 mil em Salvador e 235 mil em São Paulo.

“No primeiro semestre de 2009, com exceção de junho, o número de desempregados aumentou nas seis regiões. Esse contingente começou a apresentar redução em junho, principalmente nos setores de serviços e construção civil”, explicou o coordenador da PED pelo Dieese, Mário Rodarte.

    
Assessoria de Comunicação / Fundação João Pinheiro
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