30/09/2009
A taxa de desemprego total no mês de agosto foi de 10,9% da População Economicamente Ativa (PEA) na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e houve aumento de 20 mil postos de trabalho no período. As informações são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED-RMBH) , realizada mensalmente em parceria pela Fundação João Pinheiro (FJP), Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Fundação Seade, e foram divulgadas nesta quarta-feira, 30, em entrevista coletiva realizada na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) .
O comércio, com a geração de 12 mil novas ocupações, a construção civil e a indústria, com 10 mil novos postos cada, foram os setores mais expressivos em crescimento no mês de agosto. “Os números reafirmam a importância da indústria e da construção civil no cenário e também demonstram a capacidade de geração de novos empregos através do comércio”, afirmou o coordenador da PED pelo Dieese, Mário Rodarte.
Na comparação entre agosto e julho de 2009, o número de ocupados no setor privado teve um incremento de 11 mil vagas entre os assalariados com carteira assinada e aumento de 2 mil entre os sem o registro em carteira. Os autônomos tiveram um acréscimo de 11 mil ocupações e, entre os empregados domésticos, foram 6 mil. Nas demais formas de inserção houve aumento de 8 mil ocupações e no setor público houve um decréscimo de 18 mil postos de trabalho.
Entre julho de 2008 e julho de 2009 o rendimento real médio dos ocupados cresceu 1,8%, fenômeno contrário ao observado no rendimento real médio dos assalariados, que no mesmo período sofreu leve redução (0,6%). “Já a massa de rendimentos dos ocupados manteve-se estável no último ano e a massa de rendimentos dos assalariados teve redução de 3%, impulsionada por quedas tanto no emprego quanto no rendimento”, observou Mário Rodarte.
Ainda segundo Rodarte, considerando os últimos três meses o cenário é estável, apresentando pequena oscilação na redução do desemprego aberto e do aumento do desemprego oculto. “Esse pequeno aumento foi impulsionado principalmente pelo desemprego oculto por trabalho precário, tendência que se confirma ao analisarmos os dados dos últimos 12 meses”, explicou.
Para o secretário de Desenvolvimento Social, Agostinho Patrus Filho, o cenário é animador. “Comparando agosto de 2008, antes da crise, com agosto de 2009, Minas Gerais ainda tem um nível ocupacional menor do que no ano passado, mas os setores de serviços e construção civil apresentaram melhora neste último mês. Se compararmos desde 1996, estes são os melhores números da série para ambos os setores”, explicou. De acordo com o secretário, se o crescimento na RMBH continuar no ritmo em que está, a perspectiva é de mais vagas no mercado de trabalho, além do aquecimento no setor de comércio com a chegada do final do ano e a retomada da produção. “A tendência é de se chegar em um nível ocupacional semelhante ao que se tinha antes da crise e reabrir 45 mil postos de trabalho até o final do ano”.
Assessoria de Comunicação
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