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RMBH tem menor taxa anual de desemprego em 17 anos

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A taxa média de desemprego na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) no ano de 2011 manteve a trajetória de declínio e passou dos 8,4% registrados em 2010 para 7,0%. O número é o menor da série histórica da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED-RMBH), iniciada em 1996.

O nível de ocupação aumentou 0,3% em 2011, enquanto a População Economicamente Ativa (PEA) diminuiu 1,3%, sendo estimada em 2.435 milhões de pessoas. O aumento do número de postos de trabalho (6 mil), somado ao decréscimo da PEA (31 mil pessoas saíram do mercado de trabalho), resultou na redução do contingente de desempregados em 37 mil pessoas. O total de desempregados foi estimado em 170 mil pessoas e o de ocupados em 2.265 milhões.

As informações foram divulgadas na manhã desta terça-feira, 31 de janeiro, pela Fundação João Pinheiro, Secretaria de Estado de Trabalho e Emprego (Sete), Dieese e Fundação Seade.

Comparando os anos de 2010 e 2011 o desemprego aberto diminuiu de 6,8% para 6,0%, enquanto o desemprego oculto total caiu de 1,6% para 1,0%. Considera-se desemprego oculto aquele em que a pessoa realiza algum trabalho precário e está à procura de uma nova colocação, ou aquele em que a pessoa está desempregada mas, por desestímulo do próprio mercado, não procura por uma ocupação.

“O que temos observado nos últimos anos é um aumento das contratações formais, com carteira assinada, e uma diminuição sistemática do desemprego oculto. A queda desse indicador mostra que o mercado de trabalho tem melhorado bastante”, explica o coordenador da PED pela Fundação João Pinheiro, Plínio Campos.

Setores - Houve crescimento de 0,3% no nível ocupacional em 2011, resultante de comportamentos diferenciados nos principais setores analisados pela Pesquisa. O setor de serviços cresceu 0,3%, com 4 mil ocupações a mais no ano, a construção civil apresentou aumento de 1,7% (3 mil novos postos de trabalho) e o comércio cresceu 1,5% (5 mil novos empregos).

“O que tem feito a nossa economia continuar a reduzir o desemprego é a própria economia interna. Com a geração de emprego, há a geração de uma massa de consumidores e isso, obviamente, pode-se ver refletido no comércio, serviços e construção civil”, explica Campos.

Em movimento contrário, o nível ocupacional da indústria apresentou em 2011 retração de 1,2%, o que significou 4 mil ocupações a menos no ano, e o agregado “outros setores” recuou 1,3%, perdendo 2 mil ocupações.

No setor privado houve acréscimo 33 mil empregos com carteira assinada (3,0%) e, no setor público, foi registrado crescimento de 2,5% em contratações. No período, o trabalho autônomo diminuiu 6,0% (24 mil ocupações), o emprego doméstico apresentou redução de 4 mil ocupações (2,6%) e o agregado “demais posições” teve redução de 9 mil postos (6,2%).

Rendimentos - Comparando a valores de 2010, o rendimento real dos ocupados diminuiu 2,7% e o dos assalariados, 4,3%. A remuneração dos ocupados foi estimada em R$ 1.415 e a dos assalariados em R$ 1.396, enquanto o rendimento médio sofreu redução em quase todas as formas de inserção ocupacional, exceto entre os empregadores (3,6%), autônomos (3,7%) e emprego doméstico (4,8%).

“Houve redução na renda média do trabalhador em 2011, mas se for feita uma comparação de longo prazo, com 2001 por exemplo, percebe-se um aumento significativo na renda, principalmente nos últimos cinco anos. Houve aumento da renda das categorias que têm os menores salários, e redução da renda daquelas categorias que ganham mais”, avalia Campos.

Dezembro/2011 – O mês de dezembro de 2011 registrou redução na taxa de desemprego total na RMBH, passando dos 5,7% registrados em novembro para 5,2% da População Economicamente Ativa (PEA). O número é o menor índice mensal da série histórica da Pesquisa.

O acréscimo no número de ocupações (35 mil, ou 1,5%), superou o número de pessoas que se inseriram no mercado de trabalho (24 mil, ou 1,0%), resultando na redução do número de desempregados (11 mil, ou 8,0%). No período, a taxa de desemprego aberto passou de 5,0% para 4,6%, enquanto a de desemprego oculto permaneceu relativamente estável (de 0,7% para 0,6%).




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