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Taxa de desemprego cai pelo 5º mês consecutivo na RMBH

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Em outubro de 2011 a taxa de desemprego total na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) passou dos 6,4% registrados em setembro para 6,0% da População Economicamente Ativa (PEA), menor número da série histórica iniciada em 1996.

A RMBH permaneceu ainda com a menor taxa entre as sete Regiões Metropolitanas avaliadas (Belo Horizonte, Distrito Federal, Fortaleza, Recife, Porto Alegre, Salvador e São Paulo), apresentando também taxa menor que a média nacional, que foi de 10,1%.

Os dados são parte da Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Belo Horizonte (PED-RMBH) e foram divulgados na manhã desta quarta-feira, 30, pela Fundação João Pinheiro, Secretaria de Estado de Trabalho e Emprego (Sete), Dieese e Fundação Seade.

O decréscimo no número de ocupações (31 mil, ou 1,4%) foi menor que o de pessoas que saíram do mercado de trabalho (44 mil, ou 1,8%), o que resultou na redução do número de desempregados (13 mil, ou 8,3%).

No período, o desemprego aberto passou de 5,6% para 5,3%, enquanto o desemprego oculto permaneceu relativamente estável (0,8% para 0,7%). O tempo médio de procura por trabalho também permaneceu estável em relação ao mês anterior, contabilizando 27 semanas.

Setores – Entre setembro e outubro de 2011 houve aumento de 11 mil postos de trabalho na indústria e estabilidade no agregado “outros setores”. No mesmo período, houve redução de 19 mil postos de trabalho no setor de serviços, de 16 mil ocupações na construção civil e de 7 mil no comércio.

“A redução do número de ocupações no setor de serviços ocorreu principalmente por causa da redução de postos nas atividades de oficina mecânica, saúde e serviços creditícios. O aumento do número de ocupações no setor industrial deveu-se, sobretudo, aos ramos de química e borracha, alimentação, vestuário e têxtil”, explicou a Analista de Pesquisa e Ensino da FJP, Flávia Xavier.

Já na construção civil a redução foi atípica, principalmente entre os trabalhadores com carteira assinada. Para a coordenadora da Pesquisa pelo Dieese, Gabrielle Selani, este cenário pode ser explicado pela reacomodação do setor após um período de crescimento bastante expressivo observado em 2010.

“Percebemos essa movimentação do setor nos últimos três meses. Em agosto a construção civil empregava 185 mil pessoas com carteira assinada, em setembro 180 mil e, no mês de outubro, 169 mil, retornando ao patamar de fevereiro de 2010”, explicou Selani. “Com isto, podemos também observar que, por temerem mudanças no mercado em decorrência da crise européia, os empresários podem estar mais cautelosos nas contratações”, completou.

Rendimentos – Entre agosto e setembro de 2011 o rendimento real médio dos ocupados apresentou variação positiva de 2,2%, sendo estimado em R$ 1.391. No período, o salário real médio aumentou 3,0% e foi estimado em R$ 1.359.

Entre os autônomos, o rendimento médio apresentou acréscimo de 1,1%, sendo estimado em R$ 1.344. Também registraram aumento os salários médios da indústria (0,8%), comércio (6,0%) e serviços (2,4%).

A média salarial dos autônomos vem aumentando consideravelmente. Observamos hoje a permanência no mercado de trabalho do autônomo profissional, aquele que tem capacitação, clientela fixa e previsibilidade de trabalho”, afirmou Selani.

Perspectivas – A expectativa é que a taxa de desemprego da RMBH continue baixa até o final de 2011, impulsionada pela geração de postos de trabalho e pelo incremento do consumo. Em relação às possíveis conseqüências da crise mundial, os números do mercado de trabalho da RMBH não se mostram fortemente afetados. “É necessário cautela para uma análise mais acurada desse processo, inclusive porque o mercado depende das decisões que ainda serão tomadas pela comunidade européia”, concluiu Flavia Xavier.

 

Assessoria de Comunicação | Fundação João Pinheiro

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