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RMBH registra a menor taxa de desemprego do país

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Índice é o mais baixo desde 1996

 

No mês de setembro a taxa de desemprego total na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) foi de 6,4% da população economicamente ativa, menor número registrado desde 1996. A RMBH teve também a menor taxa entre as sete Regiões Metropolitanas avaliadas (Belo Horizonte, Distrito Federal, Fortaleza, Recife, Porto Alegre, Salvador e São Paulo).

Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Belo Horizonte (PED-RMBH), realizada mensalmente pela Fundação João Pinheiro, Dieese, Secretaria de Estado de Trabalho e Emprego (Sete) e Fundação Seade, e foram apresentados na manhã desta quarta-feira, 26.

A redução na quantidade de desempregados (7 mil ou 4,3%) é resultado do acréscimo no número de ocupações (13 mil ou 0,5%), superando o número de pessoas que passaram a fazer parte do mercado de trabalho (6 mil ou 0,2%).

“Tudo indica que vamos chegar ao final do ano com uma taxa de desemprego menor que a do ano passado. Em todos os meses de 2011 registramos taxas menores que as de 2010, que até então tinha sido o melhor ano da série histórica da PED”, afirmou o coordenador da pesquisa pela Fundação João Pinheiro, Plínio Campos.

O mês de setembro também foi marcado pela diminuição do tempo médio de procura por trabalho, que caiu de 34 para 27 semanas na RMBH, menor período registrado em 15 anos.

Setores – Entre agosto e setembro de 2011 houve acréscimo de 11 mil postos de trabalho no setor de serviços, 2 mil na indústria e 1 mil no agregado “outros setores”. No mesmo período, o comércio registrou estabilidade e, em movimento contrário, a construção civil sofreu decréscimo de 1 mil ocupações.  Comparando setembro de 2011 ao mesmo mês do ano anterior, o nível ocupacional aumentou 0,7%.

Em relação a agosto, o setor privado registrou aumento de 9 mil postos de trabalho com carteira assinada em setembro, enquanto o setor público permaneceu relativamente estável, com acréscimo de 1 mil ocupações.

No período, o contingente de trabalhadores sem carteira assinada cresceu em 6 mil e, nas “demais posições”, foi registrado acréscimo de 3 mil postos. Paralelamente, houve redução de 4 mil ocupações no Emprego Doméstico e de 3 mil entre os autônomos.

 

Rendimentos - Entre julho e agosto de 2011 o rendimento real médio dos ocupados teve variação positiva de 0,3% e foi estimado em R$ 1.357. Já o salário real médio diminuiu 1,3%, sendo estimado em R$1.315.

Entre os autônomos, neste mesmo período, houve acréscimo de 9,1% no rendimento médio.  Foi também registrado aumento nos salários médios dos setores de serviços (1,0%) e comércio (0,3%). O setor da indústria, por sua vez, sofreu decréscimo de 4,5% no salário médio.

“Alguns fatores colaboram para a queda nos rendimentos do trabalhador. Entre outras coisas, em setembro observamos aumento no número de trabalhadores sem carteira assinada. O salário desses trabalhadores é menor que o do empregado formal e isso faz com que a média dos rendimentos seja menor”, explicou Plínio Campos.

 

Assessoria de Comunicação | Fundação João Pinheiro

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