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RMBH surpreende e mantém queda da taxa de desemprego em janeiro

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Agência Minas
24 de Fevereiro

RMBH surpreende e mantém queda da taxa de desemprego em janeiro

Índice de desemprego cai na RMBH

 

BELO HORIZONTE (24/02/10) - Em janeiro de 2010 a taxa de desemprego total na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) registrou redução de 9,8% para 9,6% da População Economicamente Ativa (PEA) em relação a dezembro de 2009. O número supera expectativas, considerando que o mês de janeiro geralmente é um período de retração, mas explica-se pelo recente histórico de crescimento nos setores de comércio e serviços. A RMBH também voltou a apresentar a menor taxa de desemprego entre as seis Regiões Metropolitanas pesquisadas (Recife - 17,9%; Salvador - 17,7%; Distrito Federal - 14,7%; São Paulo - 11,8%; e Porto Alegre - 9,7%).

Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (24), e são parte da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada mensalmente pela Fundação João Pinheiro (FJP), Dieese, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) e Fundação Seade.

No primeiro mês de 2010 o desemprego aberto na RMBH cresceu para 7,8% e o desemprego oculto diminuiu para 1,8%. A PEA apresentou relativa estabilidade, com diminuição de duas mil pessoas, enquanto o número de ocupados cresceu em três mil pessoas. Essas variações reduziram o contingente de desempregados em cinco mil pessoas.

De acordo com o coordenador da PED pelo Dieese, Mário Rodarte, a retração das ocupações é normal nos três primeiros meses do ano. “No primeiro semestre, em alguns casos, o efeito do declínio das ocupações sobre a taxa de desemprego é compensado pela saída de pessoas do mercado de trabalho, mas, em geral, o fenômeno que predomina é a elevação do desemprego e, no segundo semestre, a situação se reverte”, explicou. “O que surpreende em relação à RMBH neste mês de janeiro é o fato de termos diminuído a taxa de desemprego, e não o contrário, como poderia se esperar”, completou.

Setores

Comparando janeiro de 2010 com dezembro de 2009, a geração de empregos mais expressiva ficou por conta do setor de serviços, com a criação de quatro mil postos de trabalho, seguido pelo comércio, com três mil novas ocupações, pelo agregado “Outros setores”, que gerou duas mil vagas, e pela indústria, com uma mil novas vagas. Apenas o setor de construção civil apresentou retração de sete mil postos.

Entre janeiro de 2010 e janeiro de 2009 o nível ocupacional aumentou 2,4%. O setor de serviços gerou 63 mil postos de trabalho e a construção civil 13 mil. Já a indústria apresentou retração, com perda de 15 mil postos, o setor de comércio perdeu seis mil e o agregado “outros setores” teve um mil postos de trabalho a menos.

Neste mesmo período, o setor privado gerou 27 mil empregos com carteira assinada e apresentou redução de dois mil empregos sem carteira. A ocupação no setor público teve acréscimo de 19 mil empregos e nas “demais posições” o aumento foi de 16 mil ocupações. Houve perda de seis mil postos de trabalho entre os autônomos e o emprego doméstico apresentou acréscimo de um mil postos.

Rendimentos

O rendimento real médio dos ocupados foi estimado em R$ 1.265 em dezembro, com uma redução de 0,3% em relação a novembro. O salário real médio diminuiu em 1,0% em relação ao mês de novembro e o rendimento dos autônomos diminuiu 1,0%, sendo estimado em R$ 1.051. No setor privado, a redução foi de 3,6% no salário médio da indústria e de 1,4% no setor de serviços.

Emprego e salário mínimo

Mário Rodarte explicou que o novo salário mínimo em vigor desde janeiro de 2010, com valor de R$ 510,00, resulta no crescimento do poder aquisitivo dos menores salários, em especial no setor formal, mas tem efeito ambíguo na criação ou corte de postos de trabalho. “Por um lado, a majoração dos salários causa um encarecimento dos custos de produção e, assim, alguns segmentos produtivos, tais como as pequenas empresas e algumas prefeituras, podem ter dificuldades em arcar com o ônus e demitir ou deixar de contratar mais assalariados. Porém, o mesmo crescimento da renda pode aquecer a economia, aumentar o consumo e incentivar novas contratações”, concluiu.

Fonte: Agência Minas

 

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