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Desemprego é menor em BH

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Jornal Estado de Minas – Economia
29/01/2009

Paula Takahashi

A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Belo Horizonte fechou o ano em 10,3%, segundo melhor índice anual na história e a mais baixa entre as seis regiões metropolitanas analisadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) realizada pelo Dieese, Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedese), Fundação Seade e Fundação João Pinheiro. Apesar de positivo, o resultado interrompe 10 anos de aumento no nível de emprego. “É um reflexo da crise, que fez com que a ocupação caísse 0,2% no ano”, avalia Paulo Guerra, diretor do Observatório do Trabalho, Emprego e Renda da Sedese. Em dezembro, o índice ficou em 9,8%, o mesmo registrado no mês anterior.

A taxa de desemprego total no país, que ficou em 12,5%, refletiu as seguintes variações nas regiões pesquisadas: Distrito Federal (de 16,6% em 2008 para 15,8% em 2009), Belo Horizonte (de 9,8% para 10,3%), Porto Alegre (de 11,2% para 11,1%), Recife (19,6% para 19,2%), Salvador (20,3% para 19,4%) e São Paulo (de 13,4% para 13,8%).

Sinais de recuperação do mercado de trabalho também são evidentes nos números divulgados pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME) medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,8% em dezembro, mesmo percentual registrado 12 meses antes, enquanto na Grande BH, os números foram ainda melhores com queda de 5,9% para 5,1% no número de desocupados. Nos últimos sete anos, o contingente médio anual da população desocupada caiu 28,7%, o que corresponde a menos 752 mil pessoas à procura de trabalho.

Quando se trata dos setores que mais contrataram no ano o consenso é geral. O setor de serviços foi responsável pela abertura de 68 mil novos postos de trabalho em 2009, seguido pela construção civil com 12 mil novas ocupações. Indústria e comércio cortaram, cada um, 39 mil e 27 mil vagas respectivamente segundo dados da PED. “Para este ano o cenário não é pessimista como o de 2008. O mercado vai se recuperar mais fortemente no segundo trimestre”, avalia Mário Rodarte, coordenador da pesquisa pelo Dieese.

Contratada no setor de serviços, a designer Carolina Fernandes comemora a carteira assinada. “É uma área nova que promete muito crescimento”, avalia. O otimismo é confirmado pelo gerente de marketing da empresa do ramo de informática Mastermaq, Ricardo Freitas. “Vamos superar tranquilamente os 80 postos que criamos em 2009, com um crescimento previsto de 30%”, afirma.

Bons resultados também no rendimento médio do trabalhador da Grande BH, que chegou a R$ 1.263 em novembro, incremento de 1,4% em relação ao mês anterior. “É a primeira vez que a região supera a renda de São Paulo, que fechou em R$ 1.258”, avalia Guerra. Segundo o IBGE, de 2003 a 2009, a média anual do rendimento real dos trabalhadores cresceu 14,3%, e a dos empregados com carteira assinada cresceu 7,3%.

 

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