Hoje em Dia
25/11/2009
O resultado é fruto da oferta de 12 mil vagas, número suficiente para absorver as 3 mil pessoas que passaram a fazer parte da força de trabalho
Luciana Rezende
Repórter
A taxa de desemprego da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) recuou, em outubro, pelo terceiro mês consecutivo. O índice passou de 10,4%, em setembro, para 10%, o menor patamar dos últimos oito meses. O resultado é fruto da oferta de 12 mil vagas, número suficiente para absorver as três mil pessoas que passaram a fazer parte da força de trabalho da capital e seu entorno no mesmo período. O contingente de desocupados, no entanto, ainda é de 253 mil pessoas.
Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pela Fundação João Pinheiro (FJP) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O estudo ainda mostra que a RMBH apresenta a menor taxa de desemprego entre as seis regiões pesquisadas. Em segundo lugar, aparece Porto Alegre (10,4%), seguido por São Paulo (13,2%), Distrito Federal (15,1%) e Salvador (18,7%). O maior índice é o de Recife (19,2%).
O setor que mais gerou postos na Grande BH foi o de Serviços, com 23 mil novas ocupações. Depois aparece a indústria, com 2 mil e a construção civil, que contratou mil trabalhadores. O comércio destoou das demais atividades, registrando cinco mil demissões. “Essas perdas refletem, principalmente, a redução do número de autônomos na atividade. Em geral, são pessoas que deixam a informalidade, muitas vezes até camelôs, em busca de uma vaga formal, aproveitando o ânimo da economia”, pondera o coordenador técnico da pesquisa pelo Dieese, Mário Rodarte.
O subsecretário do Trabalho, Emprego e Renda, Fernando Sette Pinheiro, acrescenta que a PED também aponta uma substituição de mão de obra no comércio. “É comum nessa época do ano a troca de funcionários com carteira pelos temporários. Inicialmente, eles entram como informais e depois a tendência é serem efetivados”, comenta Sette.



