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Desemprego na Região Metropolitana é o menor em oito meses

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Agência Minas
25/11/2009

BELO HORIZONTE (25/11/09) - Entre setembro e outubro de 2009 a taxa de desemprego total na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) caiu de 10,4% para 10% da População Economicamente Ativa (PEA), menor número dos últimos oito meses. Dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada mensalmente pela Fundação João Pinheiro, Dieese, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) e Fundação Seade, mostram que houve aumento de 12 mil ocupações no período e que a taxa de desemprego aberto teve uma pequena queda de 7,8% para 7,5%. A taxa de desemprego oculto também apresentou sensível variação, caindo de 2,6% para 2,5% da PEA. As informações foram divulgadas na manhã desta quarta-feira (25), em entrevista coletiva realizada na Sedese.

O mês de outubro apresentou 0,5% de aumento no número de ocupados em comparação a setembro. O setor de Serviços foi o recordista, com a geração de 23 mil novas ocupações, seguido pela Indústria, com duas mil novas vagas e Construção Civil, com a criação de mil empregos. Comércio e o agregado “Outros setores” sofreram retração de cinco mil e nove mil postos de trabalho, respectivamente. “O número de vagas criadas foi mais que suficiente para agregar a nova força de trabalho que chegou ao mercado de trabalho”, afirmou o coordenador do estudo pelo Dieese, Mário Rodarte.

Neste mesmo período, houve aumento de 12 mil ocupações com carteira assinada no setor privado e também 12 mil postos entre aqueles sem registro em carteira. O setor público apresentou acréscimo de 13 mil empregos, enquanto o setor autônomo retraiu em 16 mil ocupações. O “Emprego Doméstico” perdeu seis mil vagas e o agregado “Demais posições” apresentou retração de três mil postos de trabalho.

“A RMBH continua apresentando os melhores números entre as regiões pesquisadas”, afirmou o subsecretário de Trabalho, Emprego e Renda da Sedese, Fernando Sette, referindo-se às regiões metropolitanas de São Paulo, Salvador, Distrito Federal, Porto Alegre e Recife.

Variações em um ano

Ampliando a comparação para os últimos 12 meses, o nível ocupacional sofreu redução de 0,8%. No período, o setor de Serviços gerou 65 mil vagas e a construção civil 15 mil, enquanto Indústria e Comércio perderam 50 mil e 24 mil postos, respectivamente, e o agregado “Outros setores” apresentou retração de 24 mil ocupações.

Na comparação entre outubro de 2009 e outubro de 2008, o setor privado perdeu dois mil empregos com carteira assinada e aumentou em três mil as ocupações sem registro em carteira. O agregado “Demais posições” teve aumento de 13 mil empregos e o setor público apresentou crescimento de seis mil ocupações. No caminho contrário, o Emprego Doméstico teve perda de 17 mil vagas e, entre os autônomos, a retração foi de 22 mil postos de trabalho.

Tempo de procura e rendimentos

Neste período de 12 meses, o tempo médio de procura por uma ocupação aumentou de 43 para 44 semanas. Em setembro de 2009, o rendimento real médio dos ocupados foi estimado em R$ 1.253 com variação de 2,5% em relação ao mês anterior, e o salário real médio aumentou em 1,2%, passando para R$1.258. “O principal é que a taxa de desemprego caiu na RMBH, colocamos mais jovens no mercado de trabalho e aumentamos o rendimento real médio dos assalariados”, observou Sette.

Também em relação a agosto de 2009, o rendimento dos autônomos subiu 6,6%, sendo calculado em R$ 1.031. No setor privado, houve majoração de 4,8% no salário médio da indústria e de 6,7% no setor de comércio, enquanto o setor de serviços apresentou retração de 1,8%.

Comparando os meses de setembro de 2008 e 2009, o rendimento real médio dos ocupados elevou-se em 5,9% e passou de R$ 1.184 para R$ 1.253 e o salário real médio cresceu 4,8% passando de R$ 1.200 para R$ 1.258. No setor privado, o salário médio subiu 4%, devido, principalmente, ao aumento de 19% na indústria e de 5,6% no comércio. Entre os assalariados com carteira assinada houve aumento de 3,9%, entre os sem registro em carteira, de 5,5% e entre os autônomos, o rendimento médio elevou-se em 5,7%.

 

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