A taxa de desemprego total no mês de agosto foi de 10,9% da População Economicamente Ativa (PEA) na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), onde houve registro também do aumento de 20 mil postos de trabalho no período. As informações são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED-RMBH), realizada mensalmente em parceria pela Fundação João Pinheiro (FJP), Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Fundação Seade, e foram divulgadas ontem na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese).
Segundo o coordenador da PED pelo Dieese, Mário Rodarte, considerando os últimos três meses o cenário é estável, apresentando pequena oscilação na redução do desemprego aberto e do aumento do desemprego oculto. “Esse pequeno aumento foi impulsionado principalmente pelo desemprego oculto por trabalho precário, tendência que se confirma ao analisarmos os dados dos últimos 12 meses”, explicou.
O comércio, com a geração de 12 mil novas vagas, a construção civil e a indústria, com 10 mil novos postos cada, foram os setores mais expressivos em crescimento em agosto. “Os números reafirmam a importância da indústria e da construção civil no cenário e também demonstram a capacidade de geração de novos empregos através do comércio”, afirmou.
Acréscimo e redução Na comparação entre agosto e julho de 2009, o número de ocupados no setor privado teve incremento de 11 mil vagas entre os assalariados com carteira assinada e aumento de 2 mil entre os sem registro em carteira. Os autônomos tiveram acréscimo de 11 mil ocupações e, entre os empregados domésticos, foram 6 mil. Nas demais formas de inserção houve aumento de 8 mil ocupações e no setor público houve um decréscimo de 18 mil postos de trabalho. Entre julho de 2008 e julho de 2009, o rendimento real médio dos ocupados cresceu 1,8%, fenômeno contrário ao observado no rendimento real médio dos assalariados, que, no mesmo período, sofreu leve redução (0,6%). “Já a massa de rendimentos dos ocupados manteve-se estável no último ano e a massa de rendimentos dos assalariados teve redução de 3%, impulsionada por quedas tanto no emprego quanto no rendimento”, observou Rodarte. Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Agostinho Patrús Filho, o cenário é animador. “Comparando agosto de 2008, antes da crise, com agosto de 2009, Minas ainda tem nível ocupacional menor do que em no ano passado, mas os setores de serviços e construção civil apresentaram melhora neste último mês. Se compararmos desde 1996, estes são os melhores números da série para ambos os setores”, explicou. De acordo com o secretário, se o crescimento na RMBH continuar no ritmo em que se encontra, a perspectiva é de mais vagas no mercado de trabalho, além do aquecimento no setor de comércio com a chegada do final do ano e a retomada da produção.



