Agência Minas
18/09/2009
BELO HORIZONTE (18/09/09) - Com o objetivo de promover a conexão entre pesquisadores interessados em teoria econômica, a sexta edição do Seminário de Economia de Belo Horizonte reuniu por três dias, na capital mineira, estudantes e profissionais de todo o país. Realizado pela Fundação João Pinheiro (FJP), com apoio do Ibmec, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e do Centro de Pesquisa em Economia Internacional, o evento teve como foco as discussões acerca das perspectivas pós-crise, do desenvolvimento humano e de políticas públicas nas áreas de educação e turismo, entre outras.
Na palestra de abertura, realizada na noite de quarta-feira (16), o economista Edmar Bacha discorreu sobre a situação mundial pré e pós crise econômica, descrevendo a previsão de retomada da produção de países e blocos de países, com uma visão especialmente otimista em relação ao Brasil. “O país está bem situado nesse processo de retomada da economia, porque tem estabilidade política e alternância do poder, uma política macroeconômica que provou ser resistente a choques, bancos capitalizados, mercado forte e recursos naturais abundantes”, afirmou. Ainda, segundo Bacha, o Brasil deve apresentar um crescimento satisfatório nos próximos anos. “A retomada parece ser sincronizada no país e essa mensagem é muito diferente do que estávamos prevendo há pouco tempo. O Brasil tem plenas condições de crescer acima de 4% no pós-crise”, observou.
A manhã da quinta-feira (17), teve como foco o tema “O Liberalismo em teoria e política econômica depois da grande recessão”, com participação dos economistas Alexandre Schwartzman (Santander) e Carlos Eduardo Gonçalves (USP). À tarde, o mote das discussões foi o desenvolvimento humano, com a apresentação do trabalho “Perceived Human Development Índex” por Marcelo Cortes Néri (FGV/RJ).
Na sexta-feira (18), a programação teve início com uma sessão especial sobre avaliação econômica de políticas públicas. Foram apresentados os trabalhos “O efeito da educação infantil sobre o desempenho escolar medido em exames padronizados”, por Fabiana de Felicio (Metas); “Avaliando o impacto da progressão continuada nas taxas de rendimento e desempenho escolar do Brasil”, por Lígia Vasconcellos (Itaú Unibanco); e “O Simples federal e a geração de empregos na indústria”, por Rodrigo Leandro de Moura (FGV/RJ).
Encerrando a programação do Seminário, foram apresentados os estudos o programa Bolsa Família, por Alan André da Costa (UFMG); e “Impactos quantitativos do turismo nas finanças municipais”, por Cláudio Burian Wanderley (FJP).
Além dos estudos apresentados ao longo do seminário, cerca de 60 pessoas, entre estudantes e profissionais, também participaram do minicurso “Finanças Aplicadas”, com duração de 4 horas e ministrado pelo economista Márcio Antonio Salvato.



