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Taxa de desemprego na RMBH permanece estável pelo 3º mês

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Agência Minas

26/06/2009

BELO HORIZONTE (26/08/09) - A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) permaneceu inalterada, na casa dos 11% da População Economicamente Ativa (PEA), pelo terceiro mês consecutivo. O tempo médio de procura por trabalho entre julho de 2008 e julho de 2009 diminuiu de 47 para 45 semanas. Os dados foram divulgados, nesta quarta-feira (26), durante entrevista coletiva na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) e são parte da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED-RMBH), realizada mensalmente em parceria pela Fundação João Pinheiro (FJP), Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Fundação Seade.

A estabilidade na taxa de desemprego mantém a RMBH com o menor índice entre as seis regiões pesquisadas: o Distrito Federal apresentou taxa de 15,9%; Porto Alegre, 12%; Recife 18,9%; Salvador, 20,9%; e São Paulo 14,8%.

Entre os meses de junho e julho houve redução de 7 mil pessoas no mercado de trabalho da RMBH, paralelamente à diminuição de 6 mil ocupações, o que manteve inalterada a taxa de desemprego na Região Metropolitana da capital mineira. Em julho, o número estimado de desempregados foi de 292 mil pessoas, mil a menos que no mês de junho. “A redução no numero de pessoas ocupadas - 6 mil postos de trabalho -foi puxada pela perda de trabalho no comércio e nos serviços”, explicou o coordenador da PED pela Fundação João Pinheiro, Plínio Campos Souza.

Os setores que mais se destacaram apresentando crescimento nos postos de trabalho foram a indústria, com 1.000 novas contratações, e a construção civil, com 7 mil. Nos setores de comércio e serviços houve queda de 13 mil e 4 mil postos, respectivamente.

De acordo com Souza, manter a estabilidade em tempos de crise internacional pode ser considerado um fator positivo, uma vez que os níveis de crescimento obtidos em anos anteriores despencaram no final de 2008 e inicio de 2009. “Essa queda nos níveis de crescimento fez com que a taxa de desemprego subisse dos 8,8% em janeiro para 11% em maio, número que permaneceu ate o mês de julho, ou seja, o desemprego parou de subir”, observou.

Considerando que vários indicadores apontam para uma recuperação em relação à crise econômica em vários países, há um aumento na confiança no segmento produtivo, o que pode levar à retomada da geração de postos de trabalho. “Entretanto, isso não significa que iremos, em um passe de mágica, atingir os índices de crescimento pré-crise. Se conseguirmos gerar ocupação para absorver as pessoas ou parte delas que entram no mercado de trabalho todo dia, já estaremos dando um grande passo. A esperança é que até o final do ano não tenhamos grandes sobressaltos na taxa de desemprego e nenhum revés que possa afetar significativamente o mercado de trabalho”, afirmou Souza.

Comparando julho de 2009 a julho de 2008, a indústria apresentou retração, perdendo 43 mil postos de trabalho. No comércio, a perda foi de 34 mil postos e no agregado “outros setores de atividade”, a contração foi de 7 mil postos. Já o setor de serviços gerou 54 mil novos postos e a construção civil teve um incremento de 13 mil vagas. “A construção civil tem apresentado bons números nos últimos anos e, ao que parece, não sofreu um revés muito grande com a crise, uma vez que mercado interno está aquecido. Além disso, obras estruturantes do governo, em suas três esferas, de abrangência têm contribuído para esse bom desempenho”, destaca Plínio Souza.

Na comparação entre julho e junho de 2009 quanto à forma de inserção no mercado (posição na ocupação), houve diminuição de 10 mil vagas de trabalho entre os assalariados sem carteira assinada e aumento 5 mil registros em carteira no setor privado. No setor público houve acréscimo de 3 mil ocupações; para os autônomos, ocorreu queda de 4 mil ocupações e entre os empregados domésticos e “demais formas de inserção”, houve estabilidade nas ocupações.

Rendimentos

O rendimento real médio dos ocupados em junho foi estimado em R$ 1.205, com acréscimo de 1,0% em relação ao mês anterior. “O valor não foi muito afetado pelo revés da economia global, sendo 4,5% maior do que há 12 meses”, explicou o coordenador da Pesquisa pelo Dieese, Mário Rodarte.

O salário real médio teve aumento de 1,6%, passando de R$ 1.213 para R$1.232. O rendimento real dos autônomos ficou estável, calculado em R$ 941. Já no setor privado houve majoração de 0,7% no salário médio da indústria e, no setor de serviços, 2,5%. No comércio houve retração de 1,9%.

 

 

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