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Indústria mineira cresce 3,9% em junho, diz pesquisa

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19/08/2009

Dados são da Fundação João Pinheiro

Uma pesquisa da Fundação João Pinheiro apresentada nesta terça-feira (18) aponta um crescimento de 3,9% na produção da indústria mineira em junho, em compração com maio.

Este é o sexto resultado positivo apresentado no setor depois da forte retração na produção verificada em 2008. O levantamento mosrou que o Estado de Minas Gerais é o que acumulou maior crescimento da produção física industrial a partir do ano passado.

Comparando o desempenho da indústria geral no Brasil, Minas foi o quarto maior entre os estados abordados pela pesquisa, registrando no mês de junho, ficando atrás somente do Pará (10,2%), Goiás (7,4%) e Bahia (7,2%).

No primeiro semestre de 2009, em relação ao mesmo período do ano passado, a queda da produção industrial foi de 21,4% em Minas Gerais. Todos os estados apresentaram resultados negativos e no Brasil, a queda foi de 13,4%. O estado de Goiás (-4,6%) e o Paraná (-5,9%) foram os que apresentaram as menores retrações.

Algumas quedas

Na indústria de transformação, oito das 12 atividades pesquisadas em Minas Gerais apresentaram declínio na produção. As exceções foram os setores de alimentos (8,4%), bebidas (3,5%), celulose, papel e produtos de papel (3,3%) e refino de petróleo e álcool (0,9%).

O setor de alimentos, que apresentou a maior contribuição positiva para o resultado da indústria, é o que tem se mostrado mais resistente à crise, não tendo apresentado taxa mensal negativa de crescimento em momento algum após setembro. Segundo o pesquisador Pedro Henrique da Silva Castro, “isto pode ser explicado pelo fato de que os produtos alimentícios são bens de primeira necessidade, de tal forma que a demanda por eles não apresenta uma queda forte como aconteceu, por exemplo, com os bens de consumo durável e os bens de capital”.

A atividade que mais contribuiu para a queda geral da indústria em Minas Gerais foi a de metalurgia básica, com queda de 29%. O setor máquinas e equipamentos, que inclui bens de capital e bens de consumo durável, que são categorias de uso que costumam ser afetadas de maneira mais intensa em períodos de contração da atividade econômica, apresentou a segunda maior contribuição negativa sobre a indústria de transformação mineira (45,7%). O terceiro maior impacto negativo veio da atividade veículos automotores (12,3%).

 

 

 

 

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