Redação
O déficit habitacional do país é de 6,273 milhões de domicílios, segundo novos cálculos realizados pelo Ministério das Cidades em parceria com a Fundação João Pinheiro.
O novo estudo introduz algumas mudanças. A principal novidade permite aferir mais precisamente o quantitativo do déficit habitacional. Nas pesquisas anteriores o problema da coabitação ou de famílias conviventes – um dos elementos que compõem o déficit – era apontado por especialistas como um dado que precisava ser aperfeiçoado.
Para se ter uma ideia mais precisa do déficit, era necessário descobrir o número de famílias que convivem por opção e, portanto, retirá-las do cálculo do déficit habitacional.
“Com essas alterações metodológicas, conseguimos chegar a uma estimativa mais próxima à realidade”, diz a secretária nacional de Habitação, Inês Magalhães.
Como déficit habitacional, que demanda reposição ou incremento do estoque de moradias, são classificados os domicílios improvisados e os rústicos – as habitações precárias -, parte da coabitação familiar, o ônus excessivo com aluguel (comprometimento maior que 30% da renda familiar com aluguel entre as famílias que ganham até três salários mínimos) e, introduzido na versão atual, o adensamento excessivo nos domicílios alugados.



