Portugal Digital - Brasília,Brazil
24/06/2009
Entre as seis regiões avaliadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Belo Horizonte (PED), a RMBH ainda mantém a menor taxa, com 11%.
Da Redação
Belo Horizonte - A Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) registrou, em maio, seis mil postos de trabalho e a estabilidade no nível ocupacional estimaram para 293 mil o número de desempregados.
A taxa de desemprego total passou de 10,8% para 11,0% da População Economicamente Ativa (PEA) e o desemprego aberto variou de 9,1% para 8,9%, ao passo que o desemprego oculto elevou-se de 1,7% para 2,1% da PEA.
Mesmo assim, entre as seis regiões avaliadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Belo Horizonte (PED), a RMBH ainda mantém a menor taxa, com 11%.
De acordo com o coordenador da pesquisa pela Fundação João Pinheiro (FJP), Plínio Campos Souza, o resultado mostra, de certa forma, o arrefecimento dos impactos da crise no mercado de trabalho, uma vez que o desemprego no último mês aumentou menos do que nos meses anteriores.
A pesquisa é realizada mensalmente através de parceria entre a Fundação João Pinheiro (FJP), o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e a Fundação Seade.
Os dados mostram que a RMBH é a que apresenta menor taxa de desemprego entre as seis regiões metropolitanas pesquisadas.
As demais regiões avaliadas apresentaram índices de 17% (Distrito Federal), 12,6% (Porto Alegre), 20,4% (Recife), 21,6% (Salvador) e 14,8% (São Paulo).
Apesar do crescimento na taxa de desemprego na RMBH, o número de postos de trabalho manteve-se estável no mesmo período, com 2,368 milhões de postos.
No setor de serviços foram registradas 31 mil novas vagas e houve estabilidade nos postos de trabalho da construção civil. A retração atingiu 12 mil postos de trabalho na indústria e também 12 mil postos no agregado “outros setores de atividades”.
Por forma de inserção na ocupação entre maio e abril de 2009, o setor privado apresentou aumento de nove mil postos de trabalho entre os assalariados sem carteira assinada e perda de 25 mil com registro em carteira.
O setor público apresentou crescimento de nove mil ocupações e os autônomos tiveram crescimento de 14 mil ocupações. Entre os empregados domésticos houve retração de 12 mil vagas e para as “demais formas de inserção”, registrou-se aumento de cinco mil postos.
Comparando maio de 2009 com maio de 2008, a pesquisa aponta que no período houve aumento do nível ocupacional em 62 mil novos postos de trabalho.
Nos serviços, foram geradas 86 mil vagas e na construção civil houve acréscimo de 9 mil postos. Nesse período, o comércio ficou estável, enquanto a indústria perdeu 35 mil ocupações.
No agregado “outros setores de atividade” observou-se um crescimento de 1,1%, com duas mil vagas a mais. Na procura por trabalho, o tempo médio de busca diminuiu de 47 para 42 semanas, entre maio de 2008 e maio de 2009.
Rendimento
De acordo com a pesquisa, em abril o rendimento real médio dos ocupados foi estimado em R$ 1.182, com acréscimo de 1,4% em relação ao mês anterior (R$ 1.166,00).
O salário real médio aumentou em 1,9%, passando para R$ 1.204, enquanto o rendimento médio real dos autônomos elevou-se em 3,2%. Observou-se, ainda, redução de 1,3% no salário médio da indústria, aumento de 3,0% na remuneração do setor de serviços e estabilidade no salário médio do comércio.



