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Mercado de trabalho na RMBH mantém estabilidade em maio

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Agência Minas

24/06/2009

 

BELO HORIZONTE (23/06/09) - A entrada de seis mil pessoas no mercado de trabalho e a estabilidade no nível ocupacional estimaram para 293 mil o número de desempregados em maio, da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). A taxa de desemprego total passou de 10,8% para 11,0% da População Economicamente Ativa (PEA) e o desemprego aberto variou de 9,1% para 8,9%, ao passo que o desemprego oculto elevou-se de 1,7% para 2,1% da PEA. Mesmo assim, entre as seis regiões avaliadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Belo Horizonte (PED), a RMBH ainda mantém a menor taxa, com 11%.

De acordo com o coordenador da pesquisa pela Fundação João Pinheiro (FJP), Plínio Campos Souza, o resultado mostra, de certa forma, o arrefecimento dos impactos da crise no mercado de trabalho, uma vez que o desemprego no último mês aumentou menos do que nos meses anteriores.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (23), em entrevista coletiva na sede da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese). A pesquisa, realizada mensalmente em parceria pela Fundação João Pinheiro (FJP), Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Fundação Seade, mostrou que a RMBH é a que apresenta menor taxa de desemprego entre as seis regiões metropolitanas pesquisadas. As demais regiões avaliadas apresentaram índices de 17% (Distrito Federal), 12,6% (Porto Alegre), 20,4% (Recife), 21,6% (Salvador) e 14,8% (São Paulo).

Apesar do crescimento na taxa de desemprego na RMBH, o número de postos de trabalho manteve-se estável no mesmo período, com 2,368 milhões de postos. No setor de serviços foram registradas 31 mil novas vagas e houve estabilidade nos postos de trabalho da construção civil. A retração atingiu 12 mil postos de trabalho na indústria e também 12 mil postos no agregado “outros setores de atividades”.

Por forma de inserção na ocupação entre maio e abril de 2009, o setor privado apresentou aumento de nove mil postos de trabalho entre os assalariados sem carteira assinada e perda de 25 mil com registro em carteira. O setor público apresentou crescimento de nove mil ocupações e os autônomos tiveram crescimento de 14 mil ocupações. Entre os empregados domésticos houve retração de 12 mil vagas e para as “demais formas de inserção”, registrou-se aumento de cinco mil postos.

Comparando maio de 2009 com maio de 2008, a pesquisa aponta que no período houve aumento do nível ocupacional em 62 mil novos postos de trabalho. Nos serviços, foram geradas 86 mil vagas e na construção civil houve acréscimo de 9 mil postos. Nesse período, o comércio ficou estável, enquanto a indústria perdeu 35 mil ocupações. No agregado “outros setores de atividade” observou-se um crescimento de 1,1%, com duas mil vagas a mais. Na procura por trabalho, o tempo médio de busca diminuiu de 47 para 42 semanas, entre maio de 2008 e maio de 2009.

Rendimento

De acordo com a pesquisa, em abril o rendimento real médio dos ocupados foi estimado em R$ 1.182, com acréscimo de 1,4% em relação ao mês anterior (R$ 1.166,00). O salário real médio aumentou em 1,9%, passando para R$ 1.204, enquanto o rendimento médio real dos autônomos elevou-se em 3,2%. Observou-se, ainda, redução de 1,3% no salário médio da indústria, aumento de 3,0% na remuneração do setor de serviços e estabilidade no salário médio do comércio.

Postos do Sine

A procura pelos serviços prestados pelos postos do Sistema Nacional de Emprego (Sine) de Minas Gerais no mês de maio apresentou crescimento em todos os indicadores de intermediação de mão-de-obra. O número de colocados cresceu 57%, comparando com o mês de maio de 2008, com registro de 10.554 colocações, ante 6.729 do ano passado.

O crescimento também foi expressivo nas regiões do Estado, principalmente no Vale do Jequitinhonha, Vale do Mucuri, Rio Doce e Triângulo, apresentando crescimento superior à média do Estado. “O Jequitinhonha e o Mucuri foram as regiões que tiveram maior número de empregos, com destaque para a construção e a agropecuária. Isto demonstra que através de ações pode-se modificar a realidade e vida das pessoas”, destacou o secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Agostinho Patrús Filho.

Na comparação entre os meses de maio de 2009 e 2008, no Vale do Jequitinhonha e Vale do Mucuri, a variação foi de 439% no número de colocados no mercado de trabalho. O Triângulo registrou um crescimento de 176% e a região do Rio Doce 290%, devido, sobretudo, à retomada da contratação pelas indústrias de mineração na região, proporcionando melhora no comércio e nos serviços.

 

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