Logotipo Minasonline
Você está em: Banco de Notícias FJP na Mídia Desemprego na RMBH recua 4,5% em maio

Desemprego na RMBH recua 4,5% em maio

E-mail Imprimir PDF

Diário do Comércio | 26 de junho | 2008

.

Região possui 276 mil desocupados

A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) caiu de 11,2%, em abril deste ano, para 10,7%, em maio, retração de 4,5%. É o menor índice da série histórica, igualado apenas pelo registrado em dezembro de 1996, primeiro ano da pesquisa. O número de desempregados totalizou 276 mil no mês, 12 mil a menos do que em abril último. Considerando apenas Belo Horizonte, a taxa de desemprego foi de 9,2%, também a menor da série histórica.

As informações são da Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Belo Horizonte (PED/RMBH), divulgada ontem pela Fundação João Pinheiro (FJP), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese).


Em maio, foram geradas 26 mil vagas na RMBH, enquanto 14 mil pessoas ingressaram no mercado de trabalho neste período. Isso resultou na redução de 12 mil indivíduos do contingente de desempregados, que totalizou 276 mil pessoas. O nível ocupacional cresceu 1,1% em Belo Horizonte; 0,9% no Distrito Federal; 0,8% em Recife; 0,4% em São Paulo; 0,3% em Porto Alegre e caiu 0,1% em Salvador.

A População Economicamente Ativa (PEA) foi estimada em 2,568 milhões de pessoas em maio, o que representa incremento de 0,5% na comparação com abril. "Essa movimentação, avanço tímido na PEA, ajuda a entender a redução na taxa de desemprego", afirmou o coordenador técnico do PED-RMBH, Mário Marcos Sampaio Rodarte.

Nos últimos 12 meses, foi registrada uma redução de 18,9% na taxa de desemprego na região metropolitana. O índice passou de 13,2% em maio de 2007 para os atuais 10,7% da PEA. Formalização - A pesquisa aponta, ainda, uma tendência de formalização do mercado de trabalho. O número de pessoas com carteira assinada atingiu 47,5% da PEA em maio, totalizando 1,095 milhão de indivíduos. Na comparação com o período imediatamente anterior, houve acréscimo de 3,5%. Em relação a igual mês do ano passado, o aumento foi de 11,5%.

O resultado para os ocupados sem carteira assinada apresentou alta de 2,9% em maio frente a abril. No total são 178 mil pessoas. Apesar disso, o índice nos últimos 12 meses caiu 6,8%. O número de autônomos também apresentou retração. A queda verificada pela pesquisa foi de 2% em abril. Foram 9 mil trabalhadores a menos no mercado de trabalho, totalizando 431 mil pessoas.

De acordo com coordenador da pesquisa, a tendência é a taxa de desemprego ficar abaixo dos dois dígitos até o final deste ano. "No terceiro trimestre, tradicionalmente, o aquecimento econômico é maior, o que poderá reduzir ainda mais o desemprego na RMBH", afirmou Rodarte.

Comércio - O número de ocupados no comércio aumentou 8,1% em maio em relação ao período imediatamente anterior. Conforme dados da PED, os empregados no setor somavam 360 mil pessoas em maio, enquanto no mês anterior eram 333 mil ocupados. Geração de 27 mil vagas.

Na construção civil, que foi o destaque negativo do mês, houve retração de 4,3% no número de ocupados em maio ante abril. A queda verificada pela pesquisa foi de 7 mil ocupações. O resultado foi atribuído à redução de empregados autônomos nos quadros das empresas do setor.
 Rendimento avançou 0,7% em abril O rendimento real médio dos ocupados avançou 0,7% na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) em abril frente a março, saltando de R$ 1,025 mil para R$ 1,032 mil no período. As informações são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), divulgada ontem pela Fundação João Pinheiro (FJP) em parceria com o Dieese e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese).  

O salário real médio do trabalhador apresentou um incremento de 1,2% entre março e abril deste ano. Segundo a PED, o salário passou de R$ 1,062 mil para R$ 1,075 mil. A pequisa apontou que no setor privado o salário médio avançou 0,6% em abril em relação ao período imediatamente anterior. A média passou de R$ 912 para R$ 917.  Entre os destaques está o setor industrial, que obteve um avanço de 4% no salário médio. Em abril, a média foi de R$ 1,062 mil, ante R$ 1,021 mil verificado no mês anterior. "A indústria automobilística, por exemplo, está aquecida, o que gera melhora na renda dos empregados", afirmou o diretor do Observatório de Emprego e Desemprego da Sedese, Mateus Cópio Fábregas.Em sentido contrário, o salário médio no comércio caiu 4,6% em abril, em relação ao período imediatamente anterior. Segundo os dados da PED, a média passou de R$ 808 em março para R$ 771 no mês seguinte.

O salário médio dos autônomos apresentou retração de 2,9% em abril na comparação com março. Apesar disso, houve aumento de 11,1%, ante igual mês do ano passado.

 

Rafael Tomaz

 

Menu Principal

Inicial
Institucional
Serviços
Progr. e Ações de Governo
Biblioteca
Editais
Banco de Notícias
Links
 
 

Menu Restrito

Webmail
Pregão Eletrônico
 
 


FJP

Alameda das Acácias, 70 - São Luiz - Belo Horizonte/MG

Todos os direitos reservados. Aspectos legais e responsabilidades