O Tempo | 26 de junho | 2008
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Quase metade de toda a população ocupada na região está na formalidade
Nunca na região metropolitana de Belo Horizonte houve tanta geração de empregos com carteira assinada como no mês de maio. Pesquisa divulgada ontem pela Fundação João Pinheiro (FJP) e pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) revelou que, no mês passado, 47,5% do total das pessoas empregadas na região estava inserido na formalidade. São 1,095 milhão de pessoas com carteira, 3,5% (37 mil) a mais em relação a abril e 11,5% (113 mil) a mais na comparação com maio de 2007.
A marca histórica resultou em um novo recorde. A taxa de desemprego de maio ficou em 10,7% da população economicamente ativa (PEA), chegando ao menor nível desde a sua criação, em 1996. São 2,3 milhões de ocupados na região, 1,1% a mais sobre abril e 3,6% maior que maio de 2007. A região metropolitana de Belo Horizonte tem a menor taxa de desemprego das seis abordadas na pesquisa.
Segundo o coordenador da pesquisa, Mário Rodarte, o resultado referente a maio mostra uma "grande evolução" sobre 2003, quando o nível de empregos com carteira assinada era de 38% do total da população ocupada. "O mercado de trabalho caminha firme para a formalidade", completou.
Os dados da FJP vão ao encontro aos números do Ministério do Trabalho, que registrou recorde de contratações, com 30 milhões de empregos formais em todo o país.
O coordenador da pesquisa associa a maior formalização ao crescimento dos setores industriais e, sobretudo, da construção civil. "A parte da construção referente às obras, como prédios e viadutos, gera muitos empregos formais. A informalidade desse setor está concentrada nos serviços de reparação, onde o trabalhador atua de forma mais autônoma", explicou.
Frederico Damato



