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Construção gerou 33 mil vagas no ano em MG e tem mais

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O Tempo
Sábado, 11 de agosto de 2012

Empresas dizem que é preciso oferecer benefícios ao trabalhador


O segmento da construção civil em Minas Gerais gerou 33.633 vagas de emprego no primeiro semestre deste ano, 39,79% superior ao saldo de igual intervalo de 2011 (24.058), de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério de Trabalho e Emprego (MTE). Apesar do crescimento, a dificuldade para conseguir mão de obra, segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-MG), Luiz Fernando Pires, ainda persiste. "O mais complicado não é a quantidade, mas a qualidade.  Leva-se tempo para que a mão de obra amadureça", diz. Ele ressalta que o setor continua oferecendo vagas, mas que o auge da atividade aconteceu em 2010.

Os números da Pesquisa de Emprego e Desemprego na região metropolitana de Belo Horizonte (PED-RMBH), mostram que o setor da construção segue oferecendo vagas. Em junho, frente a maio, o crescimento foi de 7,9% - ou 15 mil vagas a mais. Na comparação com junho de 2011, o resultado também foi positivo, com alta de 1,5% ou 3.000 postos de trabalho. Na região, trabalham em torno de 204 mil pessoas na área, segundo os cálculos da Fundação João Pinheiro (FJP).

A Paranasa é uma das construtoras do Estado que segue contratando, segundo o superintendente de Recursos Humanos Carlos Sicoli. "No nosso caso, o ritmo não caiu. Estamos com novos contratos, novas obras", observa. De acordo com ele, o número de vagas cresceu em torno de 20% em relação a 2011. Ele ressalta que há 500 vagas abertas para as áreas operacionais, como pedreiros, carpinteiros e outras 35 oportunidades para setores que necessitam de qualificação acima do nível técnico. "No primeiro caso, as vagas são mais flutuantes", diz.

Sicoli afirma que a dificuldade para se contratar mão de obra é fruto da oferta que existe no mercado de trabalho. "Hoje, o trabalhador se recoloca mais facilmente, tem mais opções de escolha do que antigamente. É fato que os empregados têm hoje um poder de barganha muito maior. Logo, temos que melhorar nossas condições de oferta para conseguir a mão de obra que precisamos", analisa. De acordo com ele, a construtora tem hoje mais dificuldade para conseguir profissionais especializados, como engenheiros civis, em especial, com experiência em planejamento e medições. "Quanto mais alto o nível, mais difícil é", analisa.

O diretor da Mobyra Incorporações, Rodrigo Nunes, afirma que a estrutura da empresa aumentou neste ano. Hoje temos três obras em execução na capita e em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. "Em toda a cadeia, são cerca de 200 pessoas trabalhando", conta.

Ele ressalta que, diante da dificuldade de conseguir mão de obra, em meados do ano passado as construtoras que prestam serviços para a empresa, começaram a contratar mulheres. "Elas se qualificam com mais rapidez e deixam as obras organizadas", observa. De acordo com o diretor, o problema para conseguir pessoal começou em 2009, já diminuiu, mas está longe de acabar. "Ainda tem que ser feito um trabalho árduo, isso não é resolvido a curto prazo. É uma conquista", salienta.

 

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