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Terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Grande BH tem menor taxa anual de desemprego em 17 anos
31/01/2012 15h17
DA REDAÇÃO
A taxa média de desemprego na região metropolitana de Belo Horizonte, no ano de 2011, manteve a trajetória de declínio e passou dos 8,4% registrados em 2010 para 7%. O número é o menor da série histórica da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED-RMBH), iniciada em 1996. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (31), pela Fundação João Pinheiro (FJP), Secretaria de Estado de Trabalho e Emprego (Sete), Dieese e Fundação Seade.
O nível de ocupação aumentou 0,3% em 2011, enquanto a População Economicamente Ativa (PEA) diminuiu 1,3%, sendo estimada em 2,435 milhões de pessoas. O aumento do número de postos de trabalho (6 mil), somado ao decréscimo da PEA (31 mil pessoas saíram do mercado de trabalho), resultou na redução do contingente de desempregados em 37 mil pessoas. O total de desempregados foi estimado em 170 mil pessoas e o de ocupados em 2,265 milhões.
Comparando os anos de 2010 e 2011, o desemprego aberto diminuiu de 6,8% para 6%, enquanto o desemprego oculto total caiu de 1,6% para 1%. Considera-se desemprego oculto aquele em que a pessoa realiza algum trabalho precário e está à procura de uma nova colocação, ou aquele em que a pessoa está desempregada mas, por desestímulo do próprio mercado, não procura por uma ocupação.
Setores
Houve crescimento de 0,3% no nível ocupacional em 2011, resultante de comportamentos diferenciados nos principais setores analisados pela pesquisa. O setor de serviços cresceu 0,3%, com 4 mil ocupações a mais no ano, a construção civil apresentou aumento de 1,7% (3 mil novos postos de trabalho) e o comércio cresceu 1,5% (5 mil novos empregos).
Em movimento contrário, o nível ocupacional da indústria apresentou em 2011 retração de 1,2%, o que significou 4 mil ocupações a menos no ano, e o agregado “outros setores” recuou 1,3%, perdendo 2 mil ocupações.
No setor privado houve acréscimo 33 mil empregos com carteira assinada (3%) e, no setor público, foi registrado crescimento de 2,5% em contratações. No período, o trabalho autônomo diminuiu 6% (24 mil ocupações), o emprego doméstico apresentou redução de 4 mil ocupações (2,6%) e o agregado “demais posições” teve redução de 9 mil postos (6,2%).
Rendimentos
Comparando a valores de 2010, o rendimento real dos ocupados diminuiu 2,7% e o dos assalariados, 4,3%. A remuneração dos ocupados foi estimada em R$ 1.415 e a dos assalariados em R$ 1.396, enquanto o rendimento médio sofreu redução em quase todas as formas de inserção ocupacional, exceto entre os empregadores (3,6%), autônomos (3,7%) e emprego doméstico (4,8%).




