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Taxa de desemprego cai na Região Metropolitana de Belo Horizonte

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Agência Minas
26./05/2010

BELO HORIZONTE (26/05/10) - A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) diminuiu 0,3 ponto percentual, passando de 10,2%, em março, para 9,9% da População Economicamente Ativa (PEA) no mês de abril. O número de ocupados registrou estabilidade, com 2,25 milhões de trabalhadores ocupados, enquanto o de desempregados foi de 248 mil.

As informações foram apresentadas nesta quarta-feira (26) e são parte da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada mensalmente pela Fundação João Pinheiro, Dieese, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) e Fundação Seade.

A RMBH foi a que apresentou a segunda menor taxa de desemprego entre as regiões metropolitanas pesquisadas. Em relação ao nível ocupacional, o comportamento foi diferenciado: em Salvador, Distrito Federal e Recife a ocupação diminuiu, enquanto Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo apresentaram relativa estabilidade. A novidade nesta edição da pesquisa foi a inclusão da análise do mercado de trabalho da região metropolitana de Fortaleza, que apresentou uma oscilação positiva na taxa de ocupação.

Em abril a indústria gerou sete mil vagas na RMBH e a construção civil quatro mil, enquanto o setor de serviços apresentou retração de sete mil postos de trabalho e o comércio perdeu cinco mil vagas. O tempo médio de procura por trabalho foi calculado em 40 semanas.

Tendência

A pesquisa aponta que há no mercado de trabalho uma tendência a se exigir maior nível de escolaridade. Na comparação com o mês de março, houve queda de 1,4% de ocupados com ensino fundamental incompleto, estabilidade de trabalhadores com ensino fundamental completo e médio, e crescimento de 1,1% no número de empregados com ensino superior completo.

O número de jovens no mercado de trabalho apresentou queda, passando de 19,25% para 18,0%. “O mercado de trabalho continua exigente com a escolaridade dos trabalhadores e a qualificação é um dos principais requisitos. O desemprego entre os jovens é grande também pela falta de experiência e qualificação nesta faixa etária”, explicou o subsecretário de Trabalho, Emprego e Renda, Fernando Sette.

Rendimentos

De acordo com a PED, o rendimento médio dos ocupados permaneceu estável. O salário médio real foi estimado em R$ 1.317 e teve acréscimo de 2% em relação ao mês anterior. A massa de rendimento dos assalariados aumentou 0,6% e o rendimento dos autônomos decresceu 0,5%. No setor privado ocorreu queda de 1,3% no salário médio da indústria e de 6,0% no comércio, enquanto o setor de serviços apresentou crescimento de 0,6% no rendimento real médio.

“Por enquanto, nossa expectativa é que tenhamos, até o fim do ano, alguns meses com taxas similares às de 2008, que foi o ano com as melhores taxas da série histórica”, afirmou o coordenador da PED pela Fundação João Pinheiro, Plínio Campos.

 

 

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