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Taxa de desemprego permanece estável na Região Metropolitana de Belo Horizonte

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Agência Minas
31/03/2010

BELO HORIZONTE (31/03/10) - Em fevereiro de 2010 a taxa de desemprego total na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) apresentou relativa estabilidade e atingiu o percentual de 9,7% da População Economicamente Ativa (PEA). O número de trabalhadores que formam o contingente da PEA foi de 2,51 milhões. Destes, 2,27 milhões estão trabalhando e 244 mil estão desempregadas. O número de ocupados reduziu 1,0% em relação ao mês anterior e foi estimado em 2.272 mil trabalhadores.

Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (31) e são parte da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada mensalmente pela Fundação João Pinheiro, Dieese, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) e Fundação Seade.

De acordo com a pesquisa, a atividade que mais absorveu mão de obra foi o setor de serviços, com a contratação de 1,28 milhão de trabalhadores. No comércio foram registrados 339 mil novas contratações e na indústria 325 mil.

Na construção civil, apesar da grande demanda para o setor, houve retração de 13 mil ocupações. “No período de janeiro a março este setor retrai naturalmente, em conseqüência do período chuvas, quando se constrói menos e há a necessidade de pagamentos de impostos como IPTU, IPVA, matrículas escolares, o que influencia e retrai o mercado de trabalho da construção civil”, explicou o Coordenador da Pesquisa pela Fundação João Pinheiro, Plínio Campos. “Mas, mesmo com esses reveses, a expectativa é de que o setor volte ao patamar dos últimos três anos”, completou.

A pesquisa mostra ainda que, entre os meses de fevereiro de 2009 e de 2010, a procura por emprego aumentou de 39 para 41 semanas. Já o rendimento real médio dos ocupados, comparando janeiro de 2010 com janeiro de 2009, elevou-se em 4,8% e passou de R$ 1.235 para R$ 1.295.

O setor privado registrou crescimento do salário médio em 2,5%. No comércio houve aumento de 17,7% e na indústria de 3,8%. No setor de serviços houve redução de 1,4% nos rendimentos. Também, houve aumento de 2,7% de trabalhadores com carteira assinada. Sem registro na carteira, houve redução de 4,3%.

 

 

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