Sobre o apoio do presidente Lula à candidatura Hélio Costa. Isso pode ser um desafio ainda maior, tendo em vista que algumas pesquisas apontam o senador como líder na preferência dos eleitores?
Em primeiro lugar, como disse o governador, nessa altura nós temos que preocupar com o nosso campo, organizar as nossas forças, o arco político que sustenta o governador Aécio Neves e que é majoritário em Minas Gerais por larga margem, então nosso trabalho deve ser do nosso lado. Tem que respeitar todos os adversários, todos os nomes que são comentados, citados, cogitados para disputar pela oposição o honroso cargo do Governo de Minas. São nomes respeitáveis, mas não há de nossa parte qualquer preferência por A, B ou C, ou receio de A, B ou C. Nós temos é de estar muito firmes, sabendo quais são os nossos projetos, quais são os nossos programas, quais são nossas ideias, qual a nossa capacidade de articular, de convencer e de conversar com a população de Minas Gerais ao longo da eventual campanha.
Como o senhor avalia essas pesquisas?
As pesquisas são a fotografia do momento e eu ainda tenho de minha parte um desconhecimento muito grande, que vai diminuir bastante a partir do próximo dia 5 de abril, quando assumir o Governo do Estado e me tornar governador de Minas Gerais. Então esse desconhecimento reflete muito nos indicadores que ainda não são favoráveis a meu nome, pelo desconhecimento. Aqueles que me conhecem, todavia, as pesquisas indicam que a aprovação é extremamente favorável.
Qual o melhor nome para ser vice de Anastasia?
Bem, existem vários nomes também cogitados, extremamente respeitáveis, mas nós estamos ainda numa fase de composição dessas alianças. Como disse há pouco o governador, isso é uma responsabilidade dos dirigentes partidários. Vários partidos compõem essa base de apoio e comporão o arco de aliança de sustentação à nossa eventual candidatura. E é desses a partir de que surgirá o nome do vice, aquele que for, ou melhor, aquele que tiver mais condições de agregar apoio, coeficiente e naturalmente será levado em consideração no momento oportuno, não será agora, não adianta muita ansiedade, nós só teremos isso ao final de maio e início de junho.
Que adversário mais difícil o senhor acha que vai enfrentar, Patrus, Pimentel ou Hélio Costa?
É o que acabei de dizer. Todos são nomes muito respeitáveis, extremamente conhecidos da população de Minas Gerais, mas nós temos que nos preocupar com o nosso lado, nós temos que nos preparar e nos consideramos aptos a exercer na plenitude um cargo que já vou ocupar a partir de abril e conseguirmos dar continuidade ao trabalho realizado no governo Aécio Neves e aprovado por mais de 80% da população mineira e nós teremos a oportunidade durante a campanha eleitoral de mostrar o que foi feito e o que mais nós podemos aprofundar dando continuidade, mas também com inovação e com novidades. Portanto, não vamos cogitar outro nome do outro lado porque nós temos de nos preparar para a nossa batalha em nosso campo.
Mudando de assunto, os senhores, que vieram a Pouso Alegre para trazer benefícios para a cidade, têm conhecimento do problema habitacional que está acontecendo aqui?
O problema habitacional não é só de Pouso Alegre. Nós temos o problema habitacional no Brasil inteiro. Nós temos um déficit muito grande. Eu me lembro, eu sou da Fundação João Pinheiro, na década de 80 a Fundação João Pinheiro fez o diagnóstico do déficit habitacional de Minas Gerais e já naquele tempo era muito grande e naturalmente aumentou. Então nós temos que essa política de habitação é uma política que é um grande desafio, quer para o governo federal, para os Estados, também para os municípios.



