Na versão 2011 do Índice Mineiro de Responsabilidade Social (IMRS), Itabirito, na região Central do Estado, foi a cidade que obteve o melhor desempenho geral entre os 853 municípios de Minas Gerais. Na seqüência do ranking, posicionam-se Extrema (região Sul), Ouro Preto, Barão de Cocais, Nova Lima, Congonhas, Mariana, Belo Horizonte e Catas Altas (região Central).
As informações são parte da terceira edição do IMRS, organizado e desenvolvido pelo Centro de Estudos de Políticas Públicas da Fundação João Pinheiro e divulgado na manhã desta terça-feira, 18. O software que traz a nova versão já está disponível para download gratuito no site www.fjp.mg.gov.br .
A edição 2011 do IMRS atualiza e amplia a base de dados apresentada em 2009 e disponibiliza, ao todo, mais de 500 indicadores para todos os municípios do Estado, contemplando as dimensões saúde, educação, segurança pública, assistência social, meio ambiente e saneamento, cultura, esporte e turismo, renda e emprego e finanças municipais.
Com o objetivo de fornecer aos municípios mineiros subsídios para o planejamento das políticas públicas e a alocação de recursos financeiros, materiais e humanos no âmbito local, o estudo reúne, em uma base única de dados, informações que se encontram dispersas e em diferentes formatos nos diversos órgãos e instituições.
“O IMRS oferece ao cidadão e ao poder público dois produtos: o índice, propriamente dito, que analisa os resultados com uma base de dados muito bem elaborada e em plena progressão; e uma base de dados robusta que atende todos os níveis de atividade, possibilitando o estudo de cada indicador e fazendo, ainda, distinções entre regiões”, explica a presidente da Fundação João Pinheiro, Marilena Chaves.
A base de dados também apresenta o conjunto de índices sintéticos construído para cada uma das dimensões tratadas, além do índice-síntese final, que é o Índice Mineiro de Responsabilidade Social propriamente dito.
“A novidade desta nova edição é que a pessoa pode fazer sua própria regionalização, ou seja, customizar a pesquisa da maneira que ela achar melhor”, observa a coordenadora do projeto, Maria Luíza de Aguiar Marques.
Ranking - A classificação de Itabirito em primeiro lugar geral no IMRS reflete as posições favoráveis do município nas dimensões meio ambiente, cultura, renda e finanças públicas. “Itabirito possui, por exemplo, grande área de proteção ambiental e esgoto tratado, o que influencia em seu bom posicionamento no IMRS”, esclarece Marques. No entanto, a cidade ocupa a 372ª posição no índice de saúde e a 555ª no índice de segurança pública.
A cidade de Extrema, que ocupa a segunda posição no Índice, teve pontuações favoráveis principalmente nas dimensões renda e emprego, finanças municipais, cultura, meio ambiente e saneamento, educação e saúde. Diferentemente de Itabirito, Extrema está bem posicionada na maior parte das dimensões do IMRS.
Na 5ª posição da versão 2011 do estudo, está o município de Nova Lima, que na versão anterior do IMRS (2006), ocupava o primeiro lugar geral. Esta posição reflete as colocações favoráveis do município em renda e emprego e meio ambiente e saneamento, mas a classificação no índice de saúde é a 474ª e, em segurança pública, a 670ª.
“Percebemos que os municípios que ocupam as primeiras posições no IMRS, como Itabirito, Ouro Preto, Mariana e Nova Lima, estão fortemente ligados à mineração e, independente da maneira como os recursos são gastos, eles estão sendo revertidos em responsabilidade social”, afirma Maria Luiza Marques.
Capital - Na oitava posição no ranking geral do IMRS, Belo Horizonte ocupa a 4ª posição no índice de saúde, a 8ª em cultura e a 10ª em renda e emprego. No índice de segurança pública, a capital mineira ocupa a 815ª posição.
Indicadores - Para a construção do IMRS foram selecionados indicadores que retratam não só a situação do município em cada dimensão, mas também os esforços empreendidos para alterá-la. A escolha desses indicadores considerou ainda as prioridades de programas e políticas públicas das esferas de governo municipal, estadual e federal.
IMRS - dimensões e temas
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Saúde |
- acesso e utilização dos serviços (atenção primária e médico-hospitalar) - responsabilidade da gestão municipal no controle de doenças de notificação obrigatória - esforço de gestão |
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Educação |
- nível de escolaridade da população - acesso ao ensino fundamental e médio - qualidade do ensino - esforço de gestão |
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Segurança pública |
- criminalidade - recursos humanos e institucionais - fluxo e produtividade do sistema - esforço de gestão |
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Assistência social |
- oferta de serviços e equipamentos de proteção básica - cobertura federal do Programa Bolsa Família e padrão de gestão municipal deste programa - esforço da administração local para implantar instâncias de operacionalização, assim como do financiamento municipal da assistência |
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Meio ambiente e saneamento |
- cobertura vegetal e áreas protegidas - acesso e utilização dos serviços - qualidade dos serviços - gestão ambiental - esforço de gestão
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Cultura |
- disponibilidade e utilização de equipamentos - gestão e proteção do patrimônio histórico - esforço de gestão |
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Esporte, turismo e lazer |
- disponibilidade de equipamentos - participação em programas governamentais - esforço de gestão |
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Renda e emprego |
- renda das famílias - potencial do setor produtivo - esforço de gestão |
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Finanças municipais |
- potencial econômico e tributário - esforço e responsabilidade da gestão - gestão fiscal |
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